Principais sobrenomes

Os sobrenomes que registro abaixo são os mais imediatos na minha cadeia genealógica ascendente. Sou Silveira Medeiros, Silveira por minha mãe e Medeiros por meu pai.

Meu pai deveria ser Costa Medeiros, embora seu registro tenha omitido o Costa. Mas os sobrenomes de seus avós e bisavós patenos e maternos eram: Costa, Medeiros, Pereira e Canto. “Costa e Medeiros” repetem-se (e são em menor variedade os sobrenomes) nos seus ascendentes pelo fato de ter havido alguns casamentos entre primos de primeiro grau.

Minha mãe era Barcelos Silveira quando solteira, mas os sobrenomes de seus avós e bisavós paternos e maternos eram: Melo, Barcelos, Santos, Borba, Medeiros (cuja vinculação com o Medeiros de meu pai está ainda por ser descoberta), Silveira, Pereira (comprovadamente vinculado ao Pereira de meu pai).

As informações históricas contidas abaixo foram extraídas dos verbetes de mesmo nome do Dicionário das famílias brasileiras (em CD-ROM).

Paternos

Medeiros. Sobrenome de origem geográfica. No Minho, medeiro é o lugar onde há medas de milho (Antenor Nascentes, ii, 196). De medas, agrupamento de feixes de palha ou trigo, dispostos numa forma quase crônica, a que serve de eixo vertical e de ponto de apoio uma vara revestida superiormente de palha bem amarrada e posta de forma a desviar a chuva para os lados (Anuário genealógico latino, iv, 24). Montão de molhos de trigo ou centeio sobrepostos de maneira que formem aproximadamente um cone; (fig.) montão; agrupamento; adj. relativo à Média, aos medos (Silveira Bueno, Dicionário escolar, 838). […] No Rio Grande do Sul, entre as mais antigas [famílias], a de Antônio de Medeiros [da Ilha de São Miguel], fal. antes de 1761, filho de João de Medeiros. Deixou geração, em 1738, na Colônia do Sacramento, com Antônia de Jesus [de Lisboa].

Costa. Sobrenome de origem geográfica (Antenor Nascentes, ii, 81). Foi tomado da quinta da Costa, comarca de Guimarães, Portugal, com torre e casa forte, de que foi senhor Gonçalo da Costa, no tempo de d. Afonso i, o primeiro rei de Portugal, em 1129. Esta propriedade ficou em mãos dos seus descendentes até o ano de 1400, quando a perderam por crimes. É uma família muito extensa, que se divide em muitos ramos com casas muito ilustres (Sanches Baena, ii, 54). Há, também, inúmeras famílias com este sobrenome, de origem uruguaia, espanhola e italiana. Algumas, originárias de Gênova. Brasil: Numerosas foram as famílias que passaram com este sobrenome para diversas partes do Brasil, em várias ocasiões. Não se pode considerar que todos os Costas existentes no Brasil, mesmo procedentes de Portugal, sejam parentes, porque são inúmeras as famílias que adotaram este sobrenome pela simples razão de ser de origem geográfica, ou seja, tirado do lugar de Costa. […] No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, está a família de Baltazar da Costa [c.1565- ?], que deixou larga e importante descendência, antes de 1595, com Andreza de Souza [c.1575-1655, Rio, rj], filha do capitão João de Souza Pereira Botafogo, patriarca desta família Botafogo […], de São Paulo e Rio de Janeiro (Rheingantz, i, 415). […] Rheingantz registra mais 282 famílias com este sobrenome, nos sécs. xvi e xvii, que deixaram numerosa descendência no Rio de Janeiro. […] No Rio Grande do Sul, entre outras, encontra-se a família de Manuel Antônio da Costa, que deixou numerosa descendência de seu casamento, c.1805, com Laureana Barcelos de Lima. Deste casal, descendem: Martins Costa, Machado Costa, Borba Costa, Costa Germano, Costa Hoffmann, Netto Costa e os Tavares Costa. Sobrenome de uma família originária da Itália estabelecida no século xix em Porto Alegre (Rio Grande do Sul), para onde passaram em 1888, Domenico Costa [1822-], com a esposa, e Pietro Costa [1863-], com a esposa.

Canto.

Pereira.

Maternos

Silveira. Sobrenome de origem geográfica. De silveira, substantivo comum — silva, moita de silvas, designação de várias plantas medicinais da família das rosáceas [Antenor Nascentes, ii, 282]. Diversas são as origens deste sobrenome. Entre outras, por adoção feita pelo holandês Wilhem van der Haagen ou Haghe, quando passou à ilha Terceira (Açores), no século xv, passando a assinar-se Guilherme da Silveira. Dele descendem milhares de Silveiras e Silveiras Bruns, dos quatro cantos do Brasil. Este ocorrido, deveras importante e talvez desesperador para alguns, vem mostrar que uma quantidade impressionante de famílias que se assinam Silveira vem pagando um bom dinheiro pela aquisição de um desenho do brasão de armas sem saber que não tem nenhuma relação com a família Silveira de Portugal, pois são de origem flamenga. Outro grupo familiar com este sobrenome, procede da herdade e torre de Silveira, da qual era proprietário, junto à vila de Assumar, em Portugal. Outra família Silveira procede dos Pestanas e ambas descendem de Giraldo Sempayor, que ganhou Évora aos mouros, no tempo de d. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal em 1139. O solar desta família é o morgado da Silveira, na província do Alentejo (Anuário genealógica latino, i, 88). Brasil: […] No Rio Grande do Sul, originária das ilhas portuguesas, registra-se a família do capitão Francisco Pires Casado, que deixou numerosa descendência do seu casamento, por volta de 1722, com Felipa Antônia da Silveira. Alguns dos seus descendentes passaram para o Brasil, entre eles: i — o filho, o capitão-mor de ordenança Francisco Pires Casado [1724, ilha do Pico – 6.12.1803, Rio Grande, rs], que deixou numerosa descendência de seu casamento, c.1754, no Rio Grande (rs), com Mariana Eufrásia da Silveira [1732, ilha do Faial – 9.4.1822, Rio Grande, rs], irmã de Mateus Inácio da Silveira, outro patriarca dos Silveira do Rio Grande do Sul por seu casamento, por volta de 1750, com Maria Antônia. Os descendentes deste casal, Francisco e Mariana, foram aparentados, entre outras, com as seguintes famílias: Rebelo de Paiva, Gomes Viana, Rodrigo de Carvalho, Camará, Ávila e Chaves Barcelos; ii — o filho, o capitão Inácio Antônio da Silveira [1743, ilha do Pico – 4.2.1819, Pelotas, rs], que passou para o Rio Grande do Sul, onde deixou numerosa descendência de seu casamento, em 1781, Rio Grande (rs), com sua sobrinha, Maurícia Inácia da Silveira [22.9.1758, Rio Grande, rs – 16.12.1821, Pelotas, rs], filha de seu irmão, o capitão-mor de ordenança Francisco Pires Casado, citado acima no item i. Os descendentes deste casal, Inácio e Maurícia, foram aparentados, entre outras, com as seguintes famílias: Martins Viana, Silva Bastos, Oliveira Castro, Aquino, Moreira, Antunes Maciel e Soares de Paiva.

Barcelos/ Barcellos. Sobrenome de origem geográfica. De barcellus, barca pequena, que vai ao terceiro século antes de Cristo, época das invasões cartagineses, na qual teria havido, no sítio onde está a cidade, embarcadouros com barcas de passagem (Antenor Nascentes, ii, 38). Sobrenome de uma antiga família de Portugal. Felgueiras Gayo principia esta família em João Barcelos Cogominho, que tirou este sobrenome de Barcelos, talvez por ser natural desta vila, da qual seu pai foi capitão mor, no tempo do rei d. Afonso v [f.1481] (Gayo, Barcelos, Tomo v, 177). Brasil: Inúmeras foram as famílias com este sobrenome que passaram ao Brasil no decorrer destes seus quase 500 anos de história. […] Antiga família, originária das ilhas portuguesas, estabelecida no Rio Grande do Sul, para onde passaram alguns irmãos, entre eles: i — Rosa Perpetua de Jesus “Barcelos” [1737, ilha do Pico – 17.10.1835, Pelotas, RS], que deixou larga descendência (dezenove filhos) de seu casamento, c.1762, com seu provável parente, Antônio Rodrigues Barcelos [c.1735, São Mateus da Ilha do Pico – Porto Alegre, RS], filho de Sebastião Rodrigues Albernaz. Deste casal descendem os Rodrigues Barcelos […] do Rio Grande do Sul; ii — Diogo Inácio de Barcelos, irmão de Rosa Perpétua [1738, Freg. de Santa Bárbara das Nove Ribeiras, no bispado da ilha Terceira -], que deixou numerosa descendência do seu casamento com Ana Felícia do Nascimento, natural e batizada na Igreja Matriz de S. Salvador da Ilha do Faial. Filha de Alexandre da Costa Luiz e de Josefa Maria de Santana. Parte da sua descendência estabeleceu-se em Santa Catarina. Foram aparentados, entre outras, com as seguintes famílias: Silva Jorge, Taborda, Silva Tavares, Abs da Cruz, Colares, Guerreiro, Rodrigues Ramos, Silveira Pereira, Ávila, Soares da Silva, Rebelo de Figueiredo, Antero da Silveira, Prates, Fagundes, Cândido Lopes, Carneiro da Fontoura, Mariante, Meyer, Rocha Fernandes, Vieira Guimarães, Guedes, Raupp, Fossati, Meditch, Echenique, Hirch, Reis, Lautert, Cidade e Dubois; iii — José Pacheco, irmão de Diogo e de Rosa Perpétua [1746, freg. de São Miguel o Anjo, no bispado da ilha Terceira -], de quem descendem alguns Pachecos, do seu casamento com Rosa Maria, natural da Freguesia do Espírito Santo da Ilha do Faial, filha de Felipe Dutra e de Maria Silveira; iv — Manuel Machado Pacheco — irmão dos anteriores [1748, freg. de Santa Bárbara da Ilha Terceira – 20.3.1816, Viamão, RS], de quem descendem outros Pachecos, do seu casamento com Joana Antônia, natural da Freguesia de São Miguel Arcanjo da Vila da Praia, ilha Terceira, bispado de Angra; v — Francisca Mariana, irmã dos quatro anteriores [c.1736, freg. de Santa Bárbara da Ilha Terceira -], de quem descendem alguns Feijós […] do Rio Grande do Sul por parte de sua filha Inácia Felícia de Santa Clara; vi — Maria Inácia de Jesus [c.1727, freg. de Santa Bárbara da Ilha Terceira – 23.10.1787, Viamão, RS], de quem descendem alguns Vieira […] do Rio Grande do Sul por seu casamento com Antônio Vieira Cardoso.

Melo/ Mello. Sobrenome de origem toponímica, tomado da propriedade da família. Vila da Beira Baixa. Do latim merulu, melro, através da suposta forma merlo, que com assimilação do r ao l deu Mello, simplificada para Mello. Cortesão acha pouco plausível que tenha origem em Mello, lugar de Jerusalém ao pé do monte Sião, citado no Livro dos Reis, ii. (Antenor Nascentes, ii, 197.) Procede esta família de d. Pedro Fornaris, contemporâneo do conde d. Henrique de Borgonha (pai do primeiro rei de Portugal). O solar desta família é a vila de Melo, na província da Beira. Dela descendem o duque de Cadaval e outros titulares. Pedro Fornaris teve assento na vila de Guimarães, distrito de Braga, e dela tomou o apelido de Guimarães, bem como os seus descendentes. Mais tarde, seu descendente Mem Soares Guimarães, ao comprar o senhorio da vila de Melo (a 4 léguas da cidade de Guarda), de Gonçalo de Sá, começou a usar o sobrenome Melo. Também usaram os desta família o apelido Riba de Visela, porque moraram junto a este rio, o qual corre por trás da terra de Santa Catarina (Antenor Nascentes, ii, 64). Brasil: No Rio de Janeiro, entre as mais antigas [famílias], a de Belchior de Melo, que deixou geração, do seu casamento no Rio, em 1618, com Antônia de Noronha; e de Antônio de Melo Coelho, que deixou geração, do seu casamento no Rio, em 1618, com Luzia Froes, fal. no Rio, em 1658 (Rheingantz, ii, 581). Rheingantz registra mais 13 famílias com este sobrenome, nos sécs. XVI e XVII, que deixaram numerosa descendência no Rio de Janeiro.

Santos.

Borba. Sobrenome de origem geográfica. Atribui-se origem celta e a significação de “nascente”. Liga-se ao topônimo francês Bourbon, do nome da divindade gaulesa Borvo, sob cuja proteção eram colocadas as águas termais (Antenor Nascentes, ii, 48). […] Antiga e importante família estabelecida em Triunfo, Rio Grande do Sul, em meados do século xviii. Antiga e numerosa família estabelecida no Rio Grande do Sul, à qual pertence Pedro Rodrigues de Borba [12.04.1789, Triunfo, RS – 10.01.1862, Bagé, RS], o sétimo de sete irmãos, que deixou numerosa descendência do seu casamento, a 06.02.1815, em Canguçú, RS, com Cândida de Viterno Dias [04.09.1796, Rio Grande, RS – 02.11.1864, Bagé, RS], filha de Manuel Jacinto Dias e de Ana Antônia Gomes.

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